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sexta-feira, 20 de maio de 2011

Meu Direito de Pensar!

Eu demorei pra escrever sobre o assunto porque estava pensando bem o que falar, não queria escrever algo que, de cara, fosse preconceituoso ou “homofóbico”, porque, eu não quero convencer ninguém do que acho certo ou errado, de princípios e etc, isso é algo pessoal, cada um sabe o que é melhor pra si. No entanto, as pessoas têm que pensar, elas apenas têm que pensar nas consequências dos atos.
Para mim, o “kit gay” é o estremo do absurdo, não apenas por ser gay, mas pela forma com que estão ultrapassando todos os limites, todos os direitos pessoais da dignidade da pessoa humana. É uma forma totalmente ditatorial de o Estado impor a opinião, crença e atos de uma parte da população a todos os indivíduos da sociedade.
“Não importando quais são os seus valores, as suas crenças, a educação que você teve em casa, nada disso importa, você tem que pensar e concordar com o que eles pensam.” É mais ou menos isso o que o MEC vai fazer. Ora, eu tenho direito de opinar, crer e pensar, ninguém pode me tirar esse direito, ninguém pode tirar esses direitos de nossas crianças, ninguém pode embutir uma, apenas uma, opinião tão íntima e polêmica na mente dos alunos.
As pessoas têm o direito de achar que o homossexualismo não é “correto”, veja, elas não têm o direito de desprezar um homossexual, prejudicá-lo, agredi-lo entre outras atitudes que não cabe a nenhum ser humano, no entanto, elas podem achar o homossexualismo algo errado e passar esses valores a seus filhos, não se trata de preconceito, se trata de crença, princípios e valores e que, de forma alguma, o Estado pode intervir, pelo contrário, pois, conforme a Constituição Federal:
“Art. 226. A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.”
Adolescentes não precisam de informação a respeito do que é homossexualismo, ninguém sabe tão bem quanto eles, basta passar no horário do final da aula em uma escola e você verá a quantidade deles que estão “experimentando” disso (e você já parou para pensar o porquê, o verdadeiro motivo). O “kit gay” será mais um incentivo, do tipo: “É legal. Seja você um também!”
Pessoas que descriminam homossexuais,batem, espancam e até matam, não receberam valores em casa, pelo contrário, aprenderam que não precisam respeitar ninguém e devem fazer de tudo, inclusive o uso da força, para impor a sua vontade. O engraçado é que, o mesmo, o governo está fazendo conosco.

terça-feira, 19 de maio de 2009

"Botando os pingos nos Is"



Conversei essa semana com algumas pessoas que leram meu artigo anterior, algumas delas disseram que concordam com o pensamento do legislador da década de 40, que o menor de 18 anos ainda não tem muita “noção das coisas”, por isso que está sob a responsabilidade dos pais.
Bem, eu acho que tem muita “noção” e vou dizer por quê:
1º - Muitas pessoas iniciam o curso superior sem terem, ainda, completado a maioridade. Pergunto: Como uma pessoa pode começar um curso superior de Direito, por exemplo, onde estudará leis para, futuramente, assistir outras pessoas se não tem capacidade mental desenvolvida o bastante para discerni-las?
2º - Geralmente nos grupos com objetivos criminosos como quadrilhas, bocas de fumo e etc, quem realmente “põem a mão na massa” (comete o crime) são os menores de idade. E sabem por quê? Porque, tanto o traficante quanto o menor sabem que o “Dimenor” é protegido pela lei, e isso, porque conhecem e entendem muito bem a Lei 8.069/90, mais conhecido como ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente (que pra muita gente é um “ecaaaaa” mesmo).
Se a mentalidade deles é desenvolvida o bastante para entender esta lei, é desenvolvida, também, para entender qualquer outra, como, por exemplo, o nosso Código Penal.
É claro que, mudar a lei não será a solução de todos os problemas, já que, se você deixar de futricar um pouquinho no Orkut e der uma analisada, por cima, no ECA vai ver que é uma lei “linda”. Seu objetivo é resocializar o jovem, reeducá-lo. E, na minha opinião, é o que deve ser feito. [Pera aí Gabí! Não entendo, uma hora você diz que a lei não pode mudar; outra, que deveria mudar porque está errada; depois, que como está não é tão errado se ela fosse realmente cumprida]
Ok! Vamos “botar os pingos nos Is”. O jovem de 16 anos já tem discernimento para saber o que é certo e errado, portanto, por justiça, pode ser responsabilizado pelos seus atos. Porém, a lei não pode ser alterada, é fato, algo que não podemos mudar.
Então, analisando a lei vigente hoje [que isso Gabí?], que está “valendo”, se ela fosse realmente seguida, como acontece em raros exemplos, traria bons resultados, pois, seu objetivo não é apenas punir o menor, mas sim, incluí-lo novamente na sociedade. Ela prevê atividades pedagógicas, profissionais, auxilio religioso, assistência social, dignidade, respeito. Enfim, o objetivo desta lei é reeducar o jovem, o Estado daria ao menor infrator aquilo que, muitas vezes, ele não recebeu em casa.
O problema é que, no Brasil, por mais “linda” que seja a lei, dificilmente conseguimos conquistar o objetivo a que ela foi feita, deixando em destaque apenas seus pontos negativos. E por que isso acontece? No próximo post falaremos mais sobre esse ponto.